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Horas : 11:30 (pm)

Data : 19/09/2017

Consequências da insolvência para o gerente

 

 

consequências da insolvência para o gerente     A declaração de insolvência de uma empresa pode, de facto, acarretar consequências muito gravosas para o gerente ou para quaisquer outros Administradores de uma sociedade comercial (sociedade por quotas, sociedade unipessoal por quotas e sociedade anónima).

 

     Uma das consequências da insolvência de uma empresa para os gerentes ou administradores é a possibilidade de ser aberto o incidente de qualificação da insolvência como culposa ou fortuita (vide o nosso artigo, insolvência culposa ou fortuita).

 

     A insolvência é considerada culposa se tiver sido criada ou agravada em consequência da atuação, dolosa ou com culpa grave, dos seus gerentes ou administradores, de direito ou de facto, nos três anos anteriores ao início do processo de insolvência. Por outro lado, será considerada como insolvência fortuita sempre que tal não se verifique.

 

     Se o dever de apresentação à insolvência não for cumprido dentro do prazo, a Lei estabelece uma presunção ilidível (admite prova em contrário) de culpa grave sobre os gerentes ou administradores na criação ou agravamento da situação de insolvência da empresa. Ora, se os gerentes ou Administradores não conseguirem ilidir esta presunção de culpa grave que sobre eles recai a insolvência será considerada culposa.

     Contudo, o incidente de qualificação de insolvência apenas é declarado aberto, se o juiz dispor de elementos que justifiquem a sua abertura, nomeadamente se tiver sido requerido por algum credor ou pelo Administrador da insolvência.

 

     Se a insolvência da empresa for considerada culposa pelo Tribunal as consequências da insolvência para os gerentes ou administradores podem ser, consoante o caso:

inibição para administrar patrimónios de terceiros por um período de 2 a 10 anos;

- inibição para o exercício do comércio durante um período de 2 a 10 anos, bem como para a ocupação de qualquer cargo de titular de órgão de sociedade comercial ou civil, associação ou fundação privada de atividade económica, empresa pública ou cooperativa;

- condenação na indemnização aos credores do devedor declarado insolvente no montante dos créditos não satisfeitos até às forças dos respetivos patrimónios, sendo solidária tal responsabilidade entre todos os afetados; entre outras.

 

     Outra das consequências da insolvência da empresa para os gerentes ou administradores, nos casos em que há incumprimento de dívidas fiscais, é a reversão fiscal. Tratam-se de casos, muito frequentes, em que há incumprimento das dívidas por parte da empresa às Finanças e à Segurança Social e os bens que integram o património da empresa não são suficientes para satisfazer esses créditos; nesses casos, o processo de execução fiscal que foi intentado contra a empresa segue contra os respetivos gerentes ou administradores, executando-se e penhorando-se o seu património pessoal.

 

     A reversão fiscal não é necessariamente uma consequência da insolvência da empresa, mas sim uma consequência do incumprimento de dívidas fiscais e à Segurança Social. Contudo, como muitas vezes o incumprimento de dívidas fiscais e à Segurança Social conduz a empresa para uma situação de insolvência, a reversão fiscal das dívidas da empresa para os respetivos gerentes acaba muitas vezes por ser indiretamente uma consequência da insolvência para o gerente.

 

 

Artigos relacionados:

 

       -  Insolvência culposa ou fortuita?

       -  Dever de apresentação à insolvência

       -  Insolvência de empresas

 

 

 

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