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Horas : 11:37 (am)

Data : 23/01/2018

Incumprimento contratual

 


incumprimento-contratual     O incumprimento contratual ocorre sempre que o devedor não realiza a prestação a que está adstrito.

 

     Efetivamente, o desemprego elevado, a redução dos rendimentos, o aumento dos impostos, a quebra no investimento tem aumentado de forma significativa os casos de incumprimento tanto das famílias como das empresas portuguesas.

 

Incumprimento definitivo, mora e cumprimento defeituoso:

 

     Em sentido amplo, o incumprimento contratual ou não cumprimento abrange:

- o incumprimento definitivo;

- a mora do devedor, que consiste no retardamento da realização da prestação sendo esta ainda possível; e

- o cumprimento defeituoso ou imperfeito, que ocorre quando há uma violação do direito de crédito que não integre a hipótese de mora nem de incumprimento definitivo, nomeadamente quando o devedor realiza a prestação a que está adstrito com irregularidades ou deficiências.

 

Consequências do incumprimento:

 

      A regra geral é a de que o devedor que não cumpre a obrigação tem que pagar todos os danos causados ao credor. Porém, para que surja a responsabilidade do devedor em consequência do incumprimento contratual não basta que este lhe seja imputável, ou porque o ato é culposo ou porque se trata de um caso de responsabilidade objetiva ou pelo risco.

 

      É ainda necessário que o credor sofra danos ou prejuízos e que haja um nexo de causalidade entre esses danos e o não cumprimento por parte do devedor.

 

     O incumprimento definitivo que ocorra com culpa do devedor confere ao credor o direito à indemnização pelos danos sofridos. A lei equipara ao incumprimento contratual definitivo a impossibilidade da prestação imputável ao devedor, pois, se a prestação de torna impossível por culpa sua, responde como se faltasse culposamente ao cumprimento da obrigação.

 

Como reagir:

 

     Na verdade, em caso de impossibilidade de pagar todas as dívidas contraídas o caminho que melhor salvaguarda os interesses do devedor insolvente é a sua apresentação à insolvência pessoal ou à insolvência de empresas.

 

     As pessoas singulares que não se encontrarem em situação de insolvência, mas tão-somente em situação económica difícil, ou seja, em dificuldades sérias para cumprir todas as suas obrigações, podem recorrer ao processo especial para acordo de pagamento (PEAP).

     Por sua vez, as empresas que se encontrarem em situação económica difícil podem recorrer ao processo especial de revitalização (PER).

 

Cláusula penal:

 

      Admite-se que as partes estipulem um regime de responsabilidade pelo incumprimento contratual. Deste modo, as partes podem fixar em acordo prévio quer os pressupostos da responsabilidade quer o montante da indemnização exigível. Assume nesta sede particular relevo a chamada cláusula penal.

 

Contratos bilaterais. Resolução do contrato:

 

    Se a obrigação resulta de um contrato bilateral, a lei concede ainda ao credor a faculdade de resolvê-lo (a resolução é uma forma de cessação do contrato), podendo exigir também a restituição por inteiro da sua contraprestação, se já a houver efetuado.

 

 

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